Apresentação · Dicas · reflexão

Retrospectiva 2017 e Metas 2018

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Meu 2017 foi um ano intenso. Eu participei de eventos e programas sensacionais, pude conhecer pessoas incríveis e fazer parte de uma comunidade de jovens que realmente querem fazer a diferença no mundo. Mas, ao mesmo tempo, eu, com apenas 16 anos, tive diversas crises durante o ano, me senti impotente, inútil e insegura incontáveis vezes. Vários problemas surgiram que fizeram meu ano ser um ano de provações, o que me fez amadurecer durante um ano o que eu não havia amadurecido em 16. Agora, com 17 anos, eu me vejo muito, mas muito longe de onde eu estava no começo de 2017, com uma cabeça totalmente diferente, além de metas, desejos e realizações. Eu nunca pensei que pudesse ganhar uma bolsa de estudos completa para estudar em Nova York durante dois meses, nunca pensei que conseguisse ser selecionada para o Parlamento Jovem Brasileiro como única representante do Distrito Federal, muito menos participar de uma simulação das nações unidas em Washington e começar a minha primeira pesquisa por meio do Programa Cientista Beta. Nunca pensei que conheceria pessoas tão sensacionais e inspiradoras, muito menos que por meio dessas pessoas nós conseguiríamos organizar com sucesso uma Conferência Virtual voltada para o protagonismo juvenil. Tudo isso em um ano.

Depois da meia noite do dia 31, eu comecei a pensar sobre isso. Eu sei que estou longe de alcançar tudo o que eu quero, mas eu não conseguia parar de pensar naquela garotinha do início do ano com tantos sonhos e inseguranças. Como eu queria poder chegar pra ela e dizer que no final tudo acaba dando certo, que não tem problema ela se sentir insegura e perdida. Eu ainda não faço ideia do que eu quero para o meu futuro, mas eu sei que eu vou lutar por ele com todas as minhas forças. Eu percebi, durante esse ano, que eu não quero ser uma pessoa regular, eu quero me dedicar para o que eu acredito e defender todas as causas que eu considero essenciais. Por mais que seja duro, por mais que várias pessoas me achem estranha, por mais que isso não dê em muita coisa, eu descobri que o que eu gosto de fazer é ajudar pessoas a se encontrarem para não terem que passar pelo que eu passei. Do mesmo jeito que eu tento ajudar pessoas agora, que eu tento mostrar pra elas a capacidade delas, mostrar que elas conseguem, que são capazes de muito mais do que elas imaginam, eu queria que tivessem me ajudado quando eu era só mais uma garota insegura que tinha vários sonhos mas não fazia ideia de como alcançá-los.

Ao longo desse ano, eu conheci várias pessoas que têm potencial para mudar o mundo de todas as formas possíveis. Jovens sonhadores, que questionam, que perguntam, que discutem, que fazem. Eu nunca me senti tão inspirada, pessoas que me ajudaram e me apoiaram em tudo, mesmo eu sendo tão insegura. Essas pessoas me fizeram perceber que, apesar das minhas falhas, eu tinha muito mais pra dar do que eu achava que tinha, e isso foi uma das principais realizações do meu ano. Eu sempre tentei passar (e ainda tento) uma ideia de que eu sou forte e independente, mas no fundo eu acabo sendo a pessoa que mais duvida da minha capacidade. Acho que foi isso que me fez querer ajudar outras pessoas, porque do mesmo jeito que eu vejo potencial nelas que elas acham que não têm, outras pessoas viram potencial em mim quando eu não sabia nem um pingo do potencial que eu tinha. Tudo o que eu tenho é agradecer a essas pessoas, que muitas vezes nem sabem a diferença gigantesca que fizeram na minha vida.

Talvez esse texto tenha ficado meio fora de ordem, mas eu precisava muito escrever sobre isso e o tempo já está passando. Se alguém estiver lendo isso, o que eu quero que você tire desse texto é que, independente de qualquer coisa, pais, família, amigos, contexto social ou situação financeira, você é capaz sim, de fazer qualquer coisa, mesmo que nem você acredite nisso ainda. Não tenha medo de receber um não na cara, não tenha medo de sonhar grande, porque mesmo que você não chegue onde você queria ter chegado inicialmente, você vai com certeza olhar pra trás e perceber que você chegou MUITO mais longe do que você achava que conseguiria. Ao longo desse ano, apesar de ter recebido várias notícias boas, eu também recebi vários “nãos”. No início do ano eu apliquei pra um summer course em Yale, eu passei a virada de 2016 pra 2017 escrevendo redações e no final eu não passei. Me senti muito decepcionada, mas usei isso como combustível para me tornar uma pessoa melhor e agora estou aplicando para o mesmo programa de novo. Eu não sei se vou passar, mas eu sei que com certeza eu melhorei muito por conta desse não e essa experiência já me deixa feliz. Eu tentei a UWC (United World Colleges) e não passei, tentei o Gakko e não passei, tentei o Empoderando la America Latina e não passei, mas nos programas que eu passei eu pude perceber o quanto havia valido a pena eu ter tentado, e nos que eu não passei eu pude perceber o quanto a experiência de ter tentado já me ajudou muito. Esse processo de aplicar, escrever essays, requer uma coisa chamada autoconhecimento. No início de 2017 eu não me conhecia e tinha uma dificuldade tremenda em me expressar. Hoje, em 2018, eu continuo não me conhecendo e tendo dificuldade de expressão, mas o tanto que eu melhorei chega a ser assustador. Eu pude perceber essa mudança e com isso outras pessoas acabaram enxergando também.

Pra finalizar, o que eu quero para 2018 é que eu consiga ser firme nas minhas decisões, que eu consiga não ter medo de caminhar sobre o desconhecido e sonhar com coisas que ninguém nunca sonhou. Eu sei que eu já melhorei em vários aspectos, mas eu também sei que ainda falta muito a ser melhorado. Eu quero em 2018 poder me tornar fonte de inspiração pra outras pessoas, assim como eu me inspirei em várias ao meu redor. Eu quero melhorar minha habilidade de falar em público e ter a oportunidade de conhecer ainda mais pessoas incríveis do que as que eu encontrei em 2017. Tudo indica que 2018 vai ser um ano ainda mais intenso que 2017, mas eu realmente espero poder aproveitar esse ano com todas as minhas forças para poder chegar no final e sentir que eu realmente cumpri as minhas metas.

Como o texto já ficou longo demais, eu só quis passar aqui para desejar um ótimo 2018 para todos e deixar uma pequena reflexão sobre esse ano que se inicia. Firmem suas metas e lutem por elas até o fim. No final acaba sempre valendo a pena.

Não-importa-o-que-as-pessoas-pensam-se-você-acredita-que-vale-a-pena-lute-por-isso...

Beijos e até o próximo post!

 

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