Veja 7 soluções para o problema da escassez de água no mundo

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A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que hoje já existam 1,1 bilhão de pessoas sem acesso à água potável. À primeira vista, o problema é a escassez do líquido – afinal, apenas 2,5% da água do planeta é doce. Como a maior parte dessa reserva está no gelo dos pólos e das montanhas, sobra menos de 0,1% nos rios, lagos e lençóis subterrâneos para a gente usar. A cobiça pelo “ouro azul” é tanta que, nos últimos 50 anos, mais de 500 conflitos tiveram a água como motivo principal. “Mesmo assim, a questão fundamental não é a quantidade de água: por enquanto, consumimos apenas 12% do líquido disponível. O problema é o mau uso desse recurso. Isso, sim, pode agravar ainda mais a crise de abastecimento”, diz o geólogo Aldo Rebouças, da Universidade de São Paulo (USP).

E o pior é que parece que ninguém entende o mal que a escassez da água pode causar, como perdas sérias da fauna e flora(principalmente das espécies marinhas), agravar doenças geralmente mais encontradas em países subdesenvolvidos (como a desnutrição e a fome) e incentivar guerras ou acentuá-las, fato que já se encontra presente nos países mais carentes de recursos hídricos.

Mas o que eu poderia fazer para mudar isso? Bom, teoricamente, mudar o futuro dos recursos hídricos seria bem simples se todas as 7 bilhões de pessoas do mundo fizessem uma parte, como diminuir alguns minutos do banho ou não disperdiçar água da torneira e do chuveiro (aquele pinguinhos que caem quando ninguém está usando, durante um longo período de tempo podem disperdiçar um mooonte de água).

Porém … Ambos sabemos que esse milagre não irá acontecer tão cedo, e por mais que uma minoria da população minimize o desperdício de água em casa, no trabalho etc.. Não é o suficiente para “substituir” os disperdícios em massa causados em outros lugares.

Então não tem resposta? Não exatamente, existe sim uma resposta, várias delas na verdade, mas que só farão efeitos em médio ou longo prazo, como:

1 – Gastar bilhões em reservatórios

Uma maneira de evitar as secas é ter mais água armazenada, o que significa mais reservatórios. As companhias de água sempre desejaram construir mais reservatórios, mas permissão das autoridades nunca foi concedida, já que o governo, em contra partida, queria que as companhias reduzissem os vazamentos.

Mas agora o governo parece estar decidido a voltar atrás. Contudo, reservatórios levam um longo tempo para serem planejados e construídos, além de serem caros.

Segundo Colin Green, da Universidade de Middlesex, parte do problema dos reservatórios é que eles são um grande investimento, e é difícil prever como as coisas vão estar em 40 anos. “Vários reservatórios foram construídos nos anos de 1960, na expectativa de que haveria um crescimento industrial no consumo de água. Mas isso não aconteceu”, explica Green.

2 – Água salgada

Para uma ilha como a Grã-Bretanha, uma solução possível é óbvia: a dessalinização. Esse processo consiste em converter a água salgada em água potável.

A primeira planta de dessalinização em Londres é de 2010. Ela pode abastecer com água 400 mil casas ou 1 milhão de pessoas. Mas a planta só opera em períodos de seca, devido aos custos, de acordo com Green.

Segundo o diretor administrativo da Waterwise, companhia que visa diminuir o consumo de água, mais plantas poderiam ser instaladas nas costas do país, mas os custos e o impacto da emissão de CO2 seriam imensos.

E haveria mais um problema: mesmo depois da água purificada, o que fariam com o sal residual? A WWF indica que dessalinização em grande escala também pode pôr em arrisco a vida marinha.

3 – Dutos percorrendo a Grã-Bretanha

Para alguns especialistas, a resposta ainda reside na construção de dutos, que levem água do norte – região com maior precipitação – para o sudeste.

Algum tempo atrás, Inclusive, o prefeito de Londres, Boris Johnson, quis reviver planos de construir um duto das fronteiras escocesas até o sudeste da Inglaterra. “Já que a Escócia e o País de Gales estão acima da Inglaterra, é hora de fazer o óbvio. Deve-se usar o princípio da gravidade para trazer água da chuva das montanhas para cá”, afirmou o prefeito ao The Telegraph.

Foi então feito um relatório pela Agência Ambiental, que comprovou que a transferência de água em larga escala não é necessária, já que o custo é alto demais.

A proposta mais radical seria interligar cinco dutos paralelos entre o norte da ilha e Londres, mas isso seria oito vezes mais caro que construir mais infraestrutura no sudeste da ilha.

4. Reduzir perdas

Um estudo do Instituto Trata Brasil mostra que São Paulo perde mais de 30% da água durante a distribuição. A maior parte é causada por vazamentos nos canos e tubulações, mas uma quantidade considerável dessa água se perde por ligações ilegais. Os governos e a Sabesp precisam apresentar políticas de redução de perdas, com metas progressivas, e acabar com o desvio irregular de água.

5. Iniciar a restauração de florestas

Há vários indícios de que, se as matas e florestas brasileiras não estivessem tão degradadas, São Paulo conseguiria resistir melhor à estiagem. As árvores evitam o assoreamento de rios e represas e regulam o clima. Um levantamento mostrou, por exemplo, que a Mata Atlântica está muito mais desmatada na região da Cantareira do que se acreditava antes. Reflorestar é urgente, e o resultado é muito rápido: a cidade de Extrema, em Minas Gerais, pagou para que proprietários reflorestassem as nascentes, e hoje enfrenta a estiagem sem o risco de desabastecimento.

6. Despoluir os rios

O cartunista Laerte Coutinho, em sua conta no Twitter, sintetizou com clareza o problema: “Quando eu penso que S. Paulo está no meio de 2 rios nada secos e que os transformou em esgoto…”. Os paulistanos não podem utilizar as águas do Tietê, do Pinheiros, do Tamanduateí e de vários outros córregos na cidade, destruídos pela poluição – desde esgoto urbano até “ilhas” de plástico e latas que são jogadas sem pudor nas ruas. Despoluir os rios é mais do que urgente. É um processo difícil, caro e demorado, mas precisa ser feito, e já há tecnologia disponível para isso. Enquanto isso, os cidadãos precisam parar de jogar lixo na rua. Nem que seja por força da lei, como a multa que a cidade do Rio de Janeiro implantou.

7. Coletores de ar que condensam a água

Máquinas que condensam a umidade da atmosfera em água potável já existem no mercado. O conceito por trás dos chamados “geradores atmosféricos de água” não é nada novo: o ciclo das chuvas ocorre de forma similar, com a condensação e precipitação de massas de ar quentes e úmidas. As máquinas que existem usam basicamente duas técnicas diferentes. A primeira é parecida com a de um ar condicionado: resfriamento do ar e a conseqüente condensação da água, que depois é filtrada e armazenada em pequenos tanques. A outra envolve um processo químico: uma solução concentrada de sal absorve a umidade do ambiente, de onde é extraída a água, que também passa por filtração.

Em locais úmidos, os “geradores atmosféricos de água” não são as únicas formas de condensar água do ar. Existem versões mais simples, inspiradas na natureza, que também funcionam de forma adequada. Em Arborobu, na Eritreia, a água da neblina da região abastece as casas de seus moradores. Grandes redes de naílon entram em contato com a neblina e a transformam em gotículas de água, que são escoadas até um reservatório. O projeto FogQuest é o responsável pela instalação das redes, que já foram implementadas também em locais no Marrocos, no Nepal, no Chile, na Guatemala e na Etiópia.

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Referências:
Instituto Trata Brasil
Hype Science
Super Abril

Imagens retiradas da internet

English Version

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The United Nations (UN) estimates that there are now 1.1 billion people without access to safe drinking water. At first glance, the problem is the scarcity of liquid – after all, only 2.5% of the planet’s water is sweet. As most of this reserve is in the ice of the poles and the mountains, there is less than 0.1% left over in the rivers, lakes and underground sheets for us to use. The greed for “blue gold” is such that in the last 50 years, more than 500 conflicts have had water as the main motive. “The problem is the misuse of this resource, which can further aggravate the supply crisis,” says the minister. Geologist Aldo Rebouças, of the University of São Paulo (USP).

Worse still, it seems that no one understands the evil that water scarcity can cause, such as serious losses of fauna and flora (especially of marine species), aggravate diseases generally found in underdeveloped countries (such as malnutrition and hunger) and Encourage wars or accentuate them, a fact that is already present in the most deprived countries of water resources.

But what could I do to change that? Well, theoretically, changing the future of water resources would be quite simple if all 7 billion people in the world were to play a part, such as slowing down a few minutes of the bath or not dissipating tap water and shower (those penguins that fall when no one is using, Over a long period of time it can dissipate lots of water).

But … We both know that this miracle will not happen anytime soon, and even though a minority of the population will minimize waste of water at home, at work, etc. It is not enough to “replace” the mass waste other places.

So no answer? Not exactly, there is an answer, several of them actually, but that will only have effects in the medium or long term, such as:

1 – Spending billions in reservoirs

One way to avoid droughts is to have more water stored, which means more reservoirs. Water companies have always wanted to build more reservoirs, but permission from the authorities was never granted, as the government, on the other hand, wanted companies to reduce leaks.

But now the government seems determined to go back. However, reservoirs take a long time to be planned and built, as well as being expensive.

According to Colin Green of the University of Middlesex, part of the reservoir problem is that they are a great investment, and it is hard to predict how things will be in 40 years. “Several reservoirs were built in the 1960s, in the expectation that there would be industrial growth in water consumption. But that did not happen, “Green explains.

2 – Saltwater

For an island like Britain, one possible solution is obvious: desalination. This process consists of converting salt water into drinking water.

The first desalination plant in London is from 2010. It can supply 400 thousand homes or 1 million people with water. But the plant only operates in periods of drought due to costs, according to Green.

According to the managing director of Waterwise, a company that aims to reduce water consumption, more plants could be installed in the country’s coasts, but the costs and impact of CO2 emissions would be immense.

And there would be one more problem: even after the purified water, what would they do with the residual salt? The WWF indicates that large-scale desalination can also put marine life at risk.

3 – Ducts traversing Great Britain

For some experts, the answer still lies in the construction of pipelines, which carry water from the north – region with greater precipitation – to the southeast.

Some time ago, including the Mayor of London, Boris Johnson, wanted to revive plans to build a pipeline from the Scottish borders to the southeast of England. “Since Scotland and Wales are above England, it’s time to make the obvious. You should use the gravity principle to bring rainwater from the mountains here, “the mayor told The Telegraph.

A report was then made by the Environmental Agency, which proved that large-scale water transfer is not necessary since the cost is too high.

The most radical proposal would be to link five parallel pipelines between the north of the island and London, but that would be eight times more expensive than building more infrastructure in the southeast of the island.

4. Reduce losses

A study by the Instituto Trata Brasil shows that São Paulo loses more than 30% of the water during distribution. Most are caused by leaks in the pipes and pipes, but a considerable amount of this water is lost by illegal connections. Governments and Sabesp need to present loss reduction policies with progressive targets and to stop irregular water diversion.

5. Start restoring forests

There are several indications that, if forests and Brazilians forests were not so degraded, São Paulo would be better able to withstand the dry season. Trees prevent silting of rivers and dams and regulate the climate. A survey showed, for example, that the Atlantic Forest is much more deforested in the Cantareira region than was previously believed. Reforestation is urgent, and the result is very fast: the city of Extrema, in Minas Gerais, paid for owners to reforest the springs, and today faces drought without the risk of shortages.

6. Cleaning the rivers

The cartoonist Laerte Coutinho, in his account on Twitter, clearly synthesized the problem: “When I think that S. Paulo is in the middle of 2 rivers that are not dry and that has turned them into sewage …”. Paulistas can not use the waters of Tietê, Pinheiros, Tamanduateí and several other streams in the city, destroyed by pollution – from urban sewage to plastic “islands” and cans that are shamelessly thrown on the streets. Cleansing the rivers is more than urgent. It is a difficult process, expensive and time-consuming, but it needs to be done, and technology is already available. Meanwhile, citizens need to stop throwing trash on the street. Not even under the law, like the fine that the city of Rio de Janeiro implemented.

7. Air collectors that condense water

Machines that condense atmospheric moisture into potable water already exist in the market. The concept behind so-called “atmospheric water generators” is nothing new: the rain cycle occurs similarly, with the condensation and precipitation of hot and humid air masses. The machines that exist basically use two different techniques. The first is similar to that of an air conditioner: air cooling and the consequent condensation of the water, which is then filtered and stored in small tanks. The other involves a chemical process: a concentrated salt solution absorbs moisture from the environment from which the water is extracted, which also undergoes filtration.

In humid places, “atmospheric water generators” are not the only way to condense water from the air. There are simpler versions, inspired by nature, that also work properly. In Arborobu, Eritrea, the region’s mist water supplies the homes of its residents. Large nano-nets come in contact with the mist and turn it into droplets of water, which are drained to a reservoir. The FogQuest project is responsible for the installation of the networks, which have already been implemented in locations in Morocco, Nepal, Chile, Guatemala and Ethiopia.

References:
Instituto Trata Brasil
Hype Science
Super Abril

Images taken from the internet

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